Como preparar as crianças e jovens para os empregos do futuro ?

As escolas básicas e secundárias debatem-se hoje com a necessidade de antever e preparar as crianças e jovens para um percurso académico e profissional incerto no que respeita aos empregos do futuro.
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A Comissão Europeia tem produzido relatórios que apontam para a necessidade de aumentar o conhecimento nas áreas das ciências, tecnologia e engenharia; reconhecendo que a generalidade dos sistemas de ensino atuais continuam a falhar no objetivo de oferecer as competências adequadas para a empregabilidade futura.

Também o McKinsey Global Institute afirmou, em 2018, que 6 em cada 10 ocupações laborais são pelo menos 30% automatizáveis através de tecnologias já hoje disponíveis.

A própria Universidade de Oxford publicou um estudo que indica que nos próximos 15 anos, 47% dos empregos estão em risco de ser substituídos por processos de automação.

Perante estes e muitos outros estudos, parece relativamente unânime reconhecer que a educação CTEM com base em experiência prática (que trabalha os conceitos associados à ciência, tecnologia, engenharia e matemática,) promove a aquisição de competências quer técnicas, quer interpessoais, que tendem a trabalhar os 4C’s da educação: a criatividade; a capacidade crítica; a colaboração e a comunicação.

Estas competências adquiridas e exercitadas através das atividades mais experimentalistas, que podem fazer uso da gamificação da aprendizagem, parecem conduzir a maiores probabilidades de emprego e melhor desempenho académico pós ensino básico e secundário, reduzindo o desejo de abandonar a escola e aumentando o sucesso escolar.

Recorde-se que Portugal apresenta ainda uma taxa de abandono escolar de 11,8% (Dados Pordata, 2018) – homens e mulheres entre os 18 e 24 anos, que deixaram de estudar sem completar o ensino secundário.

Decreto-Lei 55/2018, que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário, dá o enquadramento adequado para trabalhar com sucesso as competências interdisciplinares, em que é dada a flexibilidade aos alunos de aprenderem com base em projetos que os motivem fazer. São aqui consideradas para áreas de confluência de trabalho interdisciplinar ou de articulação curricular, que prevê a implementação de DAC (Domínios de Autonomia Curricular).

Neste âmbito são convocados, total ou parcialmente, os tempos destinados a componentes de currículo, áreas disciplinares e disciplinas distintas.

Nuno Charneca

Nuno Charneca

InovLabs CO-FOUNDER & CEO

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